Brunno Botteon revela curiosidades , fatos e deixa reflexão importante

O craque Brunno Botteon caiu nas graças dos brasileiros depois de construir uma carreira enorme no mundo do poker. Com um 2020 brilhante, o jogador esteve no holofote máximo durante aquele período, com feitos impressionantes no poker online, como o vice-campeonato no Main Event da WSOP e as semanas consecutivas no topo do PocketFives.

Em 2021, porém, o profissional decidiu alterar um pouco o rumo e o ritmo das coisas. Ele optou por “desacelerar”, curtir mais as coisas pessoais e diminuir o volume no poker. Foi nessa época que Botteon levantou uma boa e importante discussão sobre a saúde mental, deixando pontos de vistas importantes.

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Com seus novos objetivos, Botteon seguiu no poker como prometido. Com buy-ins menores, se divertindo muito mais e curtindo a vida. Agora, em 2022, o craque voltou a fazer uma bela reflexão sobre sua vida, deixando algumas lições que podem ajudar a muitas pessoas a imaginar um caminho diferente do habitual.

Ele aproveitou uma brincadeira sobre curiosidades na rede social, revelou alguns fatos da sua vida e terminou contando sua experiência, passando uma visão valiosa. Ele começou contando as curiosidades e depois foi para um texto mais elaborado. Confira:

Curiosidades da vida acadêmica:

1 – Fiz dois perídos de Psicologia. Sempre foi uma das minhas paixões e vontades, ser psicólogo.
2 – Tranquei o curso porque descobri uma paixão maior, que seria jogar poker profissional, mas não disse isso por meu pai. Tive que falar que não gostava do curso (ele não sabe até hoje, mas vai saber depois daqui)
3 – Entrei na faculdade de Educação Física contra a minha vontade, só pro meu pai me aceitar um pouco e eu poder dar aulas de tênis pra bancar minha alimentação e poker. Fiz dois períodos, e jogava mais poker do que estudava, e já ganhava muito bem ao ponto de poder convencer meu pai que trancar a faculdade seria bom e poder me bancar 100%. Nunca mais voltei.

“E sempre vão me perguntar: ‘tá, você joga poker, legal. Mas com o que você trabalha mesmo?’ E eu: ‘é isso mesmo que é meu trabalho, jogo poker’. E sempre no final desse diálogo, aquela risadinha de ambos os lados e uns cinco segundos de silêncio. Como se fosse um luto.

Fico feliz de eu não ter tido medo de críticas durante o percurso, de não ter seguido um caminho padrão da sociedade, imposto por outras pessoas, por felicidade dos outros, de deixar com que os outros digam o que eu devo fazer pra ser feliz ou não. Essa pessoa quem tem que escolhe somos nós mesmos. Óbvio, no meu caso eu venci, atingi resultados bem grandes, posso ser considerado uma exceção. Mas imagina a quantidade de pessoas que não tenta ser feliz com seja lá qualquer área diferente, que se identifica e ama, simplesmente porque dizem que é melhor isso ou aquilo, por causa do dinheiro ou por causa de outra coisa.

Eu sei que essa pessoas querem nos ver felizes, e é um absurdo pra elas que um filho faça algo diferente do que a sociedade costuma fazer, porque pais não querem ver os filhos falharem, é um sentimento natural. Mas na minha opinião, a vida precisa ser assim, porque ela é como um sopro, pode acabar a qualquer momento. Então se foi pra viver, bora arriscar, errar, acertar em cheio, e por aí vai, né? Ou a felicidade está em ter status e procurar ganhar o máximo de dinheiro possível?

Óbvio que esse assunto é bem complexo, porque tem infinitas variáveis, cada um tem uma história de vida diferente. Isso é só um pouco do que eu penso. E não, não é porque deu certo pra mim que tô falando isso. Falo isso porque a gente amadurece em um período da vida, vive altos e baixos e reflete sobre as coisas se colocando na parte de fora das nossas vidas. Aí dá pra chegar a umas conclusões”

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Author: admin

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