Com 10 anos de estrada no poker, Camila Kons fala sobre big hits e 2021 divisor de águas: “meu melhor ano”

Um dos pilares para uma carreira de sucesso no poker é a paciência. A estrada pode ser longa, mas o longo prazo chega para quem se dedica. É o caso de Camila Kons. A profissional é uma das mulheres mais respeitadas na comunidade e teve em 2021 o grande ano da carreira. A consistência veio acompanhada de dois big hits.

O principal momento foi quando ela terminou na terceira colocação do Main Event da Bounty Builder Series do PokerStars. O torneio teve um field de 5.253 entradas com o buy-in de US$ 530 e a recompensa pela jornada foi um prêmio de seis dígitos de US$ 117.641. O evento aconteceu no mês de outubro.

“Incrivelmente eu joguei aquela reta bem tranquila”, diz Camila, presente no BSOP Millions. “Tô há 10 anos no poker, quem acompanha um pouquinho sobre a minha carreira já viu que eu cheguei próxima de grandes resultados várias vezes e nunca tinha tido um big hit. Esse ano eu até falei com a Lali (Lauriê Tournier), ela é bem minha amiga e também teve hit esses tempos, falei que tudo vem no momento certo. Veio no momento que tava mais preparada”, fala a jogadora.

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Um evento como esse Main Event da Bounty Builder pode representar uma enorme tensão durante a participação, ainda mais com os pay jumps e os bounties em jogo. No caso da ““|_Cákons_|”, foi tudo bastante tranquilo. “Sabe quando a reta flui naturalmente? Não teve nenhum spot muito complicado, tudo foi se encaixando, as coisas foram acontecendo”, conta.

A catarinense falou sobre o timing do resultado e também de todo o trabalho realizado no Samba Team. “Veio no meu melhor momento. Esse ano eu senti que evolui bastante, principalmente que tive mentorias com Kovalski e Padilha, são dois monstros do jogo e tão aí destruindo o field high stakes”.

“Tô há muito tempo no jogo e tava sentindo meio que estagnada, até desanimada, passei por fases bem ruins, fiquei uns dois anos sem ganhar, make-up alto. A pandemia veio para dar aquele up, consegui pagar o meu make-up durante a pandemia, foi um momento de grind bem insano. Esse ano eu senti que evoluí bastante, meu jogo deu um up legal e com certeza foi o meu melhor ano disparado, não só por conta dos resultados. Tecnicamente me sinto bem mais preparada”, reconhece.

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O time que Camila defende há anos também tem muitas outras mulheres e ela falou sobre a união entre elas. “Eu era a única no time principal quando entrou a Simone (Alves). A gente se abraça, vamos evoluir juntas, incentivar as mulheres a entrar no jogo, a gente é capaz, sim, de competir de igual para igual. Temos os nossos grupos de estudos”, conta.

O ano já era bom com o resultado no PokerStars, mas ficou ainda melhor uma semana antes do BSOP Millions. Camila foi a quarta colocada do Million Dolar Sunday do Americas Cardroom para uma forra de US$ 62.100. “Deu aquela confiança e mais tranquilidade ainda de vir jogar e me divertir. O longo prazo do live é um negócio complicado. Tô aqui para encontrar a galera, me divertir e se vier um resultado, maravilha”.

Indicada para a categoria de “Melhor Jogadora” no Mundo Poker Awards 2020, Camila tem grandes chances de voltar a figurar na votação novamente depois desse belo ano. Ela comentou sobre a possibilidade de vitória.

“As meninas que estão aí, todo mundo está no mesmo rolê. Batalhando todos os dias, estudando, então eu não vou falar que eu mereço a mais, mas eu acho que estou mais preparada do que o ano passado, sou uma jogadora melhor. Se o resultado vier vou ficar feliz para caramba, mas quem ganhar será justo”, finaliza a craque.

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