“Que Jogo É Esse:” Léo Mattos explica blefe de 100 blinds na bolha do Main Event: “linha tênue entre genialidade e imbecilidade”

Finalista do Main Event do BSOP Millions 2019, o baiano Leonardo Mattos é conhecido por ter um jogo bastante agressivo e quer alcançar o back-to-back. Ele deixou essa caraterística bem clara no torneio quando a bolha do dinheiro estava chegando. Faltavam 50 jogadores para o estouro quando ele resolveu partir para um gigantesco blefe.

Léo contou a parada no quadro “Que Jogo É Esse?”. A história começou com os blinds 1.000 / 2.000 e ele tinha um pouco mais de 110 big blinds, enquanto o adversário da jogada estava bem perto, mas com um pouco menos. Dois fatores externos também fizeram parte do contexto.

“Primeiro, eu tinha acabado de chegar de uma mesa. Segundo, ele era do 4bet, time que tenho uma gratidão e fiz parte. Quando eu cheguei, ele fez uma brincadeirinha, como se tivesse incomodado com a minha presença”, diz o baiano.

O adversário dá raise do UTG para 5.000 fichas e Léo tem 97 off no small blind. “Claro que é uma mão que tá totalmente fora do range, mas a gente tá num cenário de BSOP, onde as pessoas estão extremamente pressionadas pelo dinheiro e perto do ITM. Eu decido colocar um pouco de pressão, ainda mais que acabei de chegar na mesa”, conta.

Ele dá um 3-bet para 15.000 fichas e ação retorna para o agressor. “Eu sinto que ele fica um pouco incomodado, dá um pouco de tell e faz 33.000. “Essa mão é claramente um fold bem tranquilo, não tava nem no range de 3-bet, porém essa size que ele faz dá praticamente odds diretas para eu flatar tudo que eu 3-betei”, explica.

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Foi o que ele fez. Assim, os dois viram o flop trazer Q72 rainbow. O rival aposta 20 big blinds. “Call bem tranquilo, eu tenho par. O range dele não é tão forte, é composto por AK, AQ, Ax suited, pode ter algumas broadways suited, claro que ele também tem AA, KK, QQ, aí faz parte”. Então, o turn apresenta um T.

“Aí eu tenho uma decisão se é jogar o meu 7 com value de showdown ou transformo ele em blefe. Por mais que eu acho que o range dele não seja tão forte, acho que o meu 7 precisa de proteção. Eu consigo colocar pressão nas mãos fortes dele, como KK e AA. Como tá perto da bolha, isso tem um fator bem relevante. Essa decisão minha no turn, é turn e river. Se eu aposto turn, eu com certeza vou shovar river em qualquer carta que não seja A”.

Léo fez uma aposta baixa de 20.000 fichas, 10 big blinds. O adversário tanka e dá o call, assim o river finaliza o board com um K. “Eu sigo meu plano de shovar. Eu decido botar pressão e shovar, ele tanka, gasta todo os times e folda. Coração foi na boca, porque se não passa eu fico com 10, 9 blinds”, lembra.

A definição do que fez foi bastante interessante. “Eu tô acostumado com esse tipo de jogada, mas é uma linha tênue entre genialidade e imbecilidade”, resume.

Confira o “Que Jogo É Esse?” com Léo Mattos:

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Confira o episódio do Depois do River #22:

Author: admin

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