Sinésio Pinheiro conquista o Last Chance e leva troféu do NPS

A terceira etapa de 2021 do NPS foi uma edição pra lá de especial. Diversos nomes importantes esperaram até ela para voltar a participar de eventos dessa proporção e, por conta disso, o clima de alegria, amizade e nostalgia esteve presente durante todos os dias de competição. Esse foi o diferencial da etapa, onde todos puderam sair felizes, ganhando ou não.

Um dos grandes nomes que fez o seu retorno em Recife foi o craque Alen Fillipi. Profissional de grande experiência no live e no online, Alen chegou de visual novo, querendo reencontrar os amigos e matar a saudade da atmosfera do poker ao vivo. E seu retorno foi triunfal. Depois de ser vice-campeão do High Roller e sair com um gostinho um pouco amargo, ele foi por mais.

Brilhando de maneira efusiva, o jogador conseguiu o maior feito da etapa e se tornou campeão do Main Event da competição, com buy-in de R$ 490, superando uma mesa final estrelada para chegar ao título. O profissional recebeu R$ 40 mil por superar o field de 410 entradas, maior prêmio pago nessa edição do NPS. A vitória deixou Alen até um pouco sem reação.

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“Eu tô até assustado. Por mais que a gente queira jogar e ganhar sempre, a gente sabe que a variância é muito grande. O torneio foi bem difícil, tinha adversários muito bons, foi uma mesa dura, mas eu soube administrar ali e deu tudo certo. Era meu dia, runnei bem. Pra ganhar torneio tem que runnar, não tem jeito. A energia de Recife é diferente pra mim”, conta.

Recife é mesmo uma cidade especial para o jogador, como ele explica: “eu ainda era recreativo quando vim aqui pela primeira vez. Ganhei um satélite, vim aqui jogar e acabei ficando em segundo no Main Event. Foi aí que decidi jogar profissionalmente, comecei a estudar. Depois disso, já profissional, voltei pra Recife e ganhei um torneio de novo. Agora em casa eu fiquei pensando se viria, lembrei dessa energia e não tive mais dúvidas. Vim pra cá e acabamos campeão”, fala.

Par chegar ao título, o alagoano enfrentou outros craques do circuito. O rival do heads-up foi outro nome conhecido, Rafael Mattos, também profissional. Segundo lugar, Rafa ficou com R$ 27.000. A medalha de bronze do torneio ficou com o líder do ranking do NPS Henrique Barbosa, que fez nada menos que três FTs nessa edição. Henrique garantiu R$ 17.000.

Na mesa final, uma mão foi crucial para Alen Fillipi. Ele puxou um all in triplo no 4-handed e foi nesse momento que ele tomou a liderança da competição, que estava com Rafael Mattos. A partir disso, ele administrou com maestria até o heads-up. Nessa hora, uma velha lembrança bateu. A do vice no High Roller. Mas ele estava preparado:

“Quando chegou o heads-up eu fiquei com aquela sensação de ‘não posso deixar passar outro heads-up de novo’, mas eu vi a história do menino que ganhou e fiquei muito feliz de ele ter ganho. Foi uma coisa especial pra ele, era o aniversário. Gostei de saber que ele passou por uma sensação que eu já tinha passado. Foi um presente. Mas esse tinha que ser meu, principalmente jogando num lugar onde considero minha casa”, explica.

Deu certo. O “samurai” foi o grande nome do NPS, consolidando um retorno triunfal com o troféu mais importante. Agora, o jogador quer aproveitar o bom momento na sequência: “eu não paro mais. Agora é ir pra cima no BSOP. A confiança tá em alta e ajuda muito. É mandar bala por lá”, finaliza o campeão.

Confira a premiação da mesa final:

1 – Alen Fillipi – R$ 40.000
2 – Rafael Mattos – R$ 27.000
3 – Henrique Barbosa – R$ 17.000
4 – Victor Jara – R$ 11.000
5 – Gabriel Bonfim – R$ 8.000
6 – Themiston Lima – R$ 5.500
7 – Yoshimasa Ikeda – R$ 3.500
8 – Pedro Jorge – R$ 2.500
9 – Helvio Neto – R$ 2.000

Confira o episódio #22 do Depois do River:

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