Tô na Área! Douglas Ataíde atingiu o auge na fase mais difícil da vida

O Tô na Área começa sua segunda temporada em 2021 com uma grande história. O personagem de hoje possui uma história bastante peculiar, com uma inserção no mundo do poker pra lá de especial e uma carreira construída paralelamente a muitas outras atividades. Estamos falando de Fillipe Éverton, o “Fillipinho” do PokerStars, que hoje em dia é jogador e instrutor do Insight Poker Team. Ele até conheceu o poker como muita gente. Assistindo programas na ESPN, jogando com amigos primeiramente e com uma paixão à primeira vista.

O poker surgiu depois do jogador conhecer e demonstrar um talento natural em diversos esportes. Essa é uma das características predominantes da sua personalidade: “sempre tive muita facilidade com qualquer tipo de esporte. O basquete e o futebol eram paixões maiores, e no futsal fui um pouco mais longe, integrando seleções da cidade, do estado e até me profissionalizando em Caruaru para disputar alguns campeonatos pelo Brasil. Essa parte natural vem desde a infância e me ajuda no poker”, conta.

Filho do meio em uma família tradicional, o morador de Caruaru-PE, a capital do Forró, Fillipe é formado em Educação física desde 2013 e possui pós-graduação e mestrado na Europa. Foi nessa área em que ele conheceu sua namorada, Paula, e é sua companheira de todas as horas. E a família é parte importante da sua entrada no mundo do poker. Além da confiança dos pais em todas as suas decisões, foi sua irmã mais velha, Louise, que talvez até sem querer, abriu as portas para o vasto mundo das cartas.

Começo dos sonhos

“Um dia, minha irmã mais velha, Louise, que sabia o tanto que eu gostava de ler e assistir sobre poker, disse que tinha um amigo que também era do meio. Era 2013. Ele era de São Paulo e fazia uns campeonatos. Quando perguntei o nome, era Uéltom”, fala. Até então, para um morador do interior do Pernambuco, o nome não chamou atenção, a princípio. Mas se tratava de Uéltom Lima, hoje sócio do H2, de um dos grandes clubes do Brasil. Mal sabia Fillipe o que essa ligação se tornaria em pouco tempo.

“Ele perguntou se eu sabia quem era o Igor Federal. Eu dei risada, achando que era uma piada, mas disse que sim. Aí o Uéltom falou pra eu ir pra São Paulo que ele me apresentaria ao Federal e a um monte de gente. Achei que era brincadeira ali na hora, mas decidi pegar o avião e ir. Quando cheguei no H2, fiquei abismado. Dava vontade de chorar. Pra um jovem do interior de PE onde praticamente ninguém devia jogar poker, você ver um clube com aquela estrutura era incrível. O Fernando Scherer estava lá esse dia”, lembra.

Para deixar a história ainda mais incrível, não foi só isso: “eu nunca esqueci um detalhe desse dia. Logo depois eu conheci o Vitão, que parecia um amigo quando veio falar comigo, de tanto que eu conhecia a voz. O mais absurdo foi que, no dia seguinte, o Vitão ia pra Cabreúva gravar com o Akkari algo sobre o curso mensal que ele fazia, e o Uéltom pediu pro Vitão me levar junto. Estava eu, lá, no dia seguinte, junto com o Vitão, Akkari, Padilha, Headão e até o Tiago Camilo. Pude assistir o curso sem pagar nada. Ali foi o começo do sonho”, relembra.

Trabalhos paralelos e insegurança para mudar

Depois de ter conseguido conhecer tantas pessoas importantes e sentir o que era o mundo do poker, a paixão virou meta. Fillipe começou a jogar pra valer, mas nunca conseguia deixar sua área, a Educação Física, para se dedicar exclusivamente ao poker. Ele considera isso um problema: “eu sempre estava jogando quando dava, estudando e fazendo cursos quando podia, mas sempre com outras atividades. Cheguei a entrar no Akkari Team, mas continuei de maneira paralela, trabalhando fora e jogando no tempo livre”, explica.

“Foi a principal dificuldade que enfrentei na minha carreira, a falta de coragem pra largar tudo e tentar de verdade. Tem um momento que você vai ter que fazer isso. Eu sempre falo pros meus alunos que tem alguma outra atividade que não deixem o que estão fazendo no começo da carreira, mas óbvio que chega um momento que você vai ter que optar se quiser levar mais a sério”, fala. A falta de experiência e a insegurança adiaram a entrada definitiva no poker, mas trouxe outras experiências importantes.

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Ele trabalhou muito na área da Educação Física e foi isso que, depois de muito tempo, acabou novamente despertando o amor pelo poker, que havia ficado escondido. “Decidi morar fora com a minha namorada pra fazer o mestrado e tive um mês de férias. Nesse tempo, conversei com um amigo e lembrei da sensação de jogar. Baixei o PokerStars, pedi um buy-in emprestado, dizendo que ia dividir o que lucrasse, e cravei o Bounty Builder $55”, conta. Além de relembrar de sua paixão, o torneio mudou sua vida.

“Eu considero esse meu principal resultado até hoje. Não pelo valor monetário, mas porque ajudou de maneira muito forte a minha estadia na Europa e reacendeu a chama que eu tinha sobre o jogo. Me fez sonhar novamente com isso. Continuei jogando no PS.ES quando estava lá, o que também me ajudou bastante no lado financeiro. Entrei no Insight nessa época. Ainda assim, não parei tudo para viver do poker. Sempre fui apaixonado, mas ainda era paralelo”, explica.

Mudança definitiva e descoberta de um novo amor

Mas tudo mudou algum tempo depois. E se a insegurança ou a comodidade o fez atrasar seu sonho, uma situação inesperada serviu para alterar o rumo das coisas: a pandemia. “Tive que voltar pro Brasil meio às pressas quando aconteceu. Eu já estava no Insight nesse momento, mas jogava apenas quando conseguia. Quando voltei, tudo estava fechado, não tinha onde trabalhar. Foi aí que passei a me dedicar 100% ao poker. É a partir desse momento que passo a me considerar profissional, e tem ido muito bem”, fala Fillipe.

Nos principais sites de poker do mundo, Fillipe Éverton já possui mais de US$ 60 mil de lucro, com uma regularidade sonhada por qualquer jogador. Mas ele tem os pés no chão: “eu trabalho em mim mesmo para que os resultados influenciem o mínimo possível. O jogo é de variância, quanto menos você oscilar no humor, mais constante você vai ser. Resultados são sempre bem vindos, comemoro, agradeço, mas tento não me iludir. Acredito que isso me faz mais forte. Outro ponto importante é a disciplina. Eu sou muito determinado, estudo absolutamente todos os dias”, define.

Agora de vez no mundo do poker e sem intenção de sair, Fillipe alcançou um sonho: “há alguns meses me tornei instrutor do Insight. Mudou minha rotina, mas era algo que eu sonhava e me dá muita alegria. Isso me obrigado a estar preparado. Eu não posso passar algo que não seja verdade, que não tenha estudado. Dezenas de pessoas confiam em mim. Eu aprendo demais com os alunos e aplico muitas coisas no jogo. Mas o principal é que me faz estudar mais. Além disso, receber mensagens de agradecimento, de pessoas evoluindo, me deixam mais feliz do que ganhar. Isso não tem preço”.

Futuro e agradecimentos

Outra das características da qual o profissional do Insight se orgulha é de ser sonhador. Por isso, planos para o futuro estão sempre à sua mira: “quero viajar para Las Vegas uma vez por ano, disputar o WSOP e também os WPTs, principalmente o Monte Carlos. São meus sonhos máximos no poker. E quero ser uma boa pessoas, ajudar quem eu puder, minha família, enfim, ser o melhor que eu posso ser. E agradeço a Deus, também, por chegar até aqui”, conta.

De coração aberto, ele segue o tom de gratidão: “agradeço também aos meus pais, que nem entendem muito desse universo mas me apoiaram e confiaram desde sempre. A minha irmã, que foi a responsável pelo começo e que me dá muitos conselhos. A minha namorada, minha parceira, psicóloga e tudo mais. Que acredita em mim, me ajuda e não me deixa desistir. E fico feliz por estar aqui, significa muito. Espero virar figurinha carimbada”, finaliza.

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